domingo, 14 de dezembro de 2008

Mundo
Rafael Correa anuncia que pedirá redução da dívida do Equador

O presidente do Equador, anunciou neste sábado 13/12, que irá pedir uma importante redução da dívida externa de seu país. Os créditos envolvidos representam US$ 3,8 bilhões, ou seja, 40% da dívida pública externa do Equador, que se encontra no montante de US$ 9,9 bilhões. Correa afirmou que irá travar “uma dura batalha” contra os processos e embargos que surgirão, disse ainda assumirá a responsabilidade pessoalmente, e que se o custo ao país for muito caro “o Equador decidirá se quer me manter ou não côo presidente”.

Rafael Correa sempre criticou organizações como o FMI e o Banco Mundial, o presidente equatoriano afirmou estar preparando "uma proposta de reestruturação" da dívida que inclui "um ótimo desconto". "Dissemos que grande parte da dívida é imoral e ilegítima, mas talvez haja uma parte legítima nas mãos de credores de boa fé", prosseguiu.

Correa decretou na última sexta feira 12/12, a suspensão do pagamento de quase 40% da dívida internacional equatoriana, alegando "irregularidades" no momento da renegociação da mesma. Afirmou que seu país não pagará US$ 30,6 milhões só de juros, garantindo que seu país entrou em “default, com uma moratória sobre sua dívida externa”.

Esta decisão não é novidade no país, nos últimos 14 anos foram decretadas 3 moratórias no equador, mostrando toda a fragilidade da economia equatoriana. em 26 de setembro de 1999, o próprio Equador decretou uma moratória parcial dos "bradies" (títulos da dívida externa renegociada), quando anunciou que pagaria apenas os juros relativos aos títulos não-garantidos por bônus do Tesouro norte-americano.

Esta é uma decisão absolutamente legítima, visto que a maioria dos países da América Latina possuem governos submissos política e economicamente aos EUA e ao FMI, colocando assim, uma população de mais de 800 milhões de latinos submetidos a planos econômicos, que somente beneficiam as multinacionais instaladas nestes países, suas elites políticas e as burguesias nacionais. Estes 800 milhões recebem apenas um desemprego escabroso e o aumento da miséria, mais escabrosa ainda, como demonstrou recentemente a CEPAL.

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