segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

Faixa de Gaza: Este Filme Já assistimos!

Abril de 1943. A máquina militar do III Reich nazista de Hitler, massacrou os judeus do Gueto de Varsóvia. Dezembro de 2008, o IV Reich nazi-sionista, inicia o massacre dos palestinos do Gueto de Gaza, com sua máquina militar financiada pelos EUA.

As novas atrocidades cometidas pelo estado judeu colocam questões candentes. O bombardeio indiscriminado do povo palestino de Gaza pelos caças F-16 do estado nazi-sionista, mas de fabricação americana, até agora já deixou mais de 500 mortos e 2.500 feridos. Isto vem na sequência de um estado de sitio prolongado, em que se privou o povo palestino de alimentos, combustíveis e medicamentos. A palavra genocídio tem razão de ser. Ele está a ser efetuado desde há muitos anos. É um genocídio em câmara lenta. A cumplicidade/passividade da União Européia e dos governos de muitos países árabes (a começar pelo do Egito) é notória. De governos como o de Lula, que de forma cínica, hipócrita e irresponsável, chama ao cessar fogo ambos os lados, em uma tentativa de colocar no mesmo patamar o poderio bélico de Israel, financiado pelos EUA, e os mísseis de curto alcance usado pelo Hamas, Mas acima de tudo é notória a conivência de grande parte dos cidadãos de Israel, que de forma consciente apóiam a limpeza étnica que o estado nazi-sionista impõe no oriente médio.

Na década de 1930 o cidadão de classe média da Alemanha podia até alegar desconhecimento dos crimes perpetrados pelo nazismo. O aparelho de propaganda de Hitler jamais mencionava o holocausto em curso. A existência dos campos de concentração e dos fornos crematórios era cuidadosamente escondida. A Alemanha nazista nunca mencionava a existência de tais infâmias.

E o que se passa hoje em Israel? Os crimes do estado sionista são bem conhecidos. A realidade do apartheid é evidente para todos, basta olhar as muralhas que esquartejam a Palestina. Os assassinatos da polícia política de Israel são (em parte) divulgados na imprensa. As 100 toneladas de bombas já despejadas sobre o povo palestino de Gaza são anunciadas nos jornais israelenses. As perseguições ao espoliado povo palestino (10 mil palestinos presos) são notórias. Por isso – ao contrário do povo alemão dos anos 30-40 – o povo de Israel não pode alegar ignorância. Assim, excetuando as forças democráticas e progressistas (como o PCI, o Hadash e algumas personalidades dignas) deve-se colocar o problema da responsabilidade coletiva dos cidadãos israelenses que permanecem passivos ou dão apoio (inclusive com o seu voto) a um governo que comete tais atrocidades.

Neste momento é preciso repudiar a posição cúmplice do atual presidente da Autoridade Nacional Palestina, sr. Mahmud Abbas. Este, apesar da carnificina em curso do seu povo, optou por acusar o Hamas pelo que está acontecendo e de forma submissa procura negociar com os assassinos israelenses.

O repúdio à barbárie sionista deve ser universal. As manifestações contra o massacre e contra o estado nazi-sionista já começaram nos EUA e em outros países. O apelo ao boicote político e econômico deve transformar-se em realidade.

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