terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Segundo Cepal, a pobreza caiu, mas a Miséria aumentou na América Latina!
A pobreza diminuiu (levemente) na América Latina e no Caribe em 2008. Mas cerca de 182 milhões de pessoas, que equivale a 33,2% da população, segundo um relatório divulgado hoje (09/12) em Santiago do Chile pela Comissão Econômica da América Latina e o Caribe (Cepal). Estes números representam a queda pífia de um ponto dos anteriores 34,1% de pobres (184 milhões) que havia na região em 2007, de acordo com as projeções do Panorama Social 2008, apresentado hoje na capital chilena pela Cepal. Mas se a "pobreza" teve uma suave queda, a indigência ou pobreza extrema teve um pequeno aumento, passou de 12,6% em 2007 (68 milhões de pessoas) para 12,9% (71 milhões), segundo os números projetados para o 2008. O organismo das Nações Unidas adverte ainda que por efeitos da atual crise internacional, o emprego se estagnará no próximo ano, especialmente entre os trabalhadores por conta própria e informais, o que se traduzirá em um aumento, embora moderado, dos pobres e indigentes. O documento, que foi apresentado pela secretária executiva da Cepal, Alicia Bárcena, assinala que os avanços contra a pobreza e a indigência tiveram em 2008 um comportamento menos propício que no qüinqüênio 2002-2007.Nesse período o número de pessoas que vivem na pobreza diminuiu 9,9% (37 milhões de pessoas), enquanto o de indigentes caiu 6,8% (29 milhões de pessoas).Segundo a Cepal, os números de pobreza e indigência refletem o impacto do aumento da inflação registrado desde princípios de 2007 e, especialmente, a alta nos preços dos alimentos, embora nos últimos meses estes e os dos combustíveis tenham parado de subir.

Um comentário:

Anônimo disse...

Adorei o Blog.